O mercado global de proteína animal acompanha uma movimentação diplomática e comercial de alta relevância: o governo brasileiro anunciou um acordo no qual o Uruguai autoriza a transferência do excedente de sua cota de exportação de carne bovina destinada à China para uso dos exportadores brasileiros.
Do ponto de vista econômico e regulatório, a medida surge como um mecanismo de alívio tarifário. O Brasil, principal fornecedor de carne bovina para o mercado asiático, atingiu precocemente o limite de sua cota estabelecida pelo governo chinês para 2026, fixada em 1,106 milhão de toneladas. A partir desse teto, as exportações brasileiras passam a incidir em uma tarifa adicional de 55% — que, somada à alíquota padrão de 12%, eleva a carga tributária total para 67%, comprometendo severamente a competitividade do produto nacional e a margem de lucro das indústrias.
Sob a ótica do comércio exterior, a utilização do saldo uruguaio oferece um espaço estratégico para mitigar a desaceleração d...