choque não precisa destruir uma safra inteira, basta deslocar alguns pontos de produtividade numa região relevante para mudar balanço de oferta e demanda, curva futura, basis e prêmio de risco.
No Brasil, o sinal hoje é especialmente importante porque Sul e Centro-Oeste podem viver dinâmicas completamente diferentes, enquanto nos EUA o impacto também é bastante assimétrico. Isso cria oportunidades em soja, milho, café, açúcar, energia e até FX.
1997 mostrou bem o tamanho que esse tipo de deslocamento pode ganhar, mas copiar o passado seria um erro. El Niño não é uma direção, é um conjunto de choques regionais.
O trabalho agora é outro. Entender onde o clima muda primeiro, qual commodity tem menor margem para absorver o choque e onde o mercado ainda está precificando normalidade. É dessa diferença que pode sair o trade.
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