Só a perspectiva de Flávio Bolsonaro vencer já fez a curva de juros desmontar.
O DI longo caiu mais de 130 bps e, numa conta simples sobre uma dívida bruta perto de R$ 11 trilhões, isso representa uma ordem de grandeza próxima de R$ 150 bilhões a menos em juros se esse fechamento fosse transmitido ao custo da dívida. Não acontece de uma vez, porque o estoque é refinanciado aos poucos, mas mostra o tamanho do efeito.
É quase irônico. A expectativa de saída de Lula já começou a aliviar as próprias contas do governo Lula.
O mercado passou a confiar mais no fiscal, pediu menos prêmio para financiar o Brasil e, junto disso, Bolsa e real dispararam.
Tudo isso sem Flávio ter assumido nada. Se ele vencer e o mercado continuar retirando esse prêmio, aí começa a ficar interessante entender o tamanho desse ciclo.
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