Eu cresci odiando meu pai. Vinte anos de mágoa, ressentimento e distância.
Depois que eu me converti, num encontro, ouvindo sobre perdão, entendi o quanto eu tinha sido perdoado, e decidi perdoar ele também. Dali em diante, Deus começou a restaurar esse relacionamento. Eu passei não só a ter um pai, mas a amar, honrar e servir esse pai.
Em 2012, ele perdeu tudo numa enchente em São Paulo. Eu trouxe ele pra perto de mim, montei um negócio pra ele, cuidei de tudo. No início ele rejeitou a fé, “odeio crente”, ele me disse assim que chegou. Mas eu continuei vivendo perto dele, servindo ele.
Um dia ele me chamou, sério. Fui pensando que precisava resolver alguma coisa prática.
Quando cheguei, ele me pediu: “eu quero conhecer esse Deus que você conhece.” Naquele fim de semana, no meio da pregação, ele se levantou e ajoelhou aos meus pés pra pedir perdão.
Eu falei: não precisa pedir, já está perdoado.
Dia 10 de março de 2013, meu pai nasceu de novo. Virou anfitrião de célula na própri...
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