Há uma forma de desperdiçar a vida sem nunca dar por isso.
É continuar onde estamos, mesmo sabendo que já não é ali que queremos estar.
É acordar todos os dias com os mesmos sonhos e adormecer todas as noites com as mesmas desculpas.
É dizer “um dia vou fazer”, “quando tiver tempo”, “quando estiver preparado”, “quando as coisas melhorarem”.
E os dias passam.
Os meses passam.
Os anos passam.
E nós continuamos à espera.
À espera de quê? De uma vida que tenha a coragem que nós não tivemos?
A zona de conforto é perigosa porque não dói o suficiente para nos obrigar a sair.
Dá-nos segurança. Rotina. Previsibilidade.
E, em troca, vai-nos roubando aquilo que poderíamos ter sido.
O mais triste não é falhar quando tentamos.
É chegar ao fim e perceber que tínhamos capacidade, tínhamos sonhos, tínhamos oportunidades… mas faltou-nos coragem.
Porque há um fracasso muito mais doloroso do que tentar e não conseguir.
É nunca descobrir até onde poderíamos ter chegado.
E talvez a pergunta...
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