Um editor brasileiro comprou os direitos de um romance numa feira internacional, encantado com a voz da narradora. O arquivo completo nunca chegou: o contrato foi cancelado por "uso indevido de inteligência artificial".
Na mesma semana em que essa história saiu, o MEC fechou a primeira regra de IA para escolas e faculdades do país. A IA pode ajudar a corrigir redação, mas não pode dar a nota, e o professor precisa garantir a leitura integral do texto.
Os dois casos dizem a mesma coisa. A gente não vai conseguir provar sempre o que foi feito por gente e o que foi feito por máquina. Os detectores são falhos. O que dá para definir é quem responde pelo resultado.
Usar IA não é o problema. Terceirizar a responsabilidade é.
Na sua empresa, quem assina o que a IA produz?
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