Tem algo que embrulha o estômago toda vez que vemos aquela camisa azul e branca avançando na Copa, vencendo algum jogo importante, uma sensação de que o universo tá de sacanagem ao dar alegria justamente pra eles. É frustrante demais ter que engolir a festa dessa seleção vizinha que a gente cresceu aprendendo a secar, torcendo contra cada passe como se a nossa própria paz dependesse da derrota deles. Dá uma raiva genuína e quase palpável ver a Argentina se dando bem, um incômodo que aperta o peito porque, honestamente, o que a gente queria mesmo era ver eles voltando pra casa mais cedo. Mas aí a bola cai no pé daquele baixinho camisa dez e toda a lógica de rivalidade simplesmente desmorona, porque acaba sendo impossível odiar a mágica que ele faz no gramado. Lionel Messi caminha pelo campo como se o caos do jogo não o afetasse, transformando todo aquele nosso ranço visceral numa admiração silenciosa e quase involuntária. É um privilégio estar vivo na exata mesma época em que esse cara ...
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