É com grande preocupação que observamos nas últimas décadas a fragilidade do Brasil diante das mudanças climáticas. Recentemente, vimos recordes de chuvas no Rio Grande do Sul e queimadas históricas na Amazônia e no Pantanal. Esses eventos extremos são sintomas de um problema maior: a nossa baixa resiliência às mudanças climáticas.
No Rio Grande do Sul, as enchentes de abril a maio de 2024 desabrigaram mais de 440 mil pessoas, causaram mortes e danificaram gravemente a infraestrutura do Estado, além de impactar dirtamente a produção agrícola, industrial e comercial. As chuvas extremas foram intensificadas pelo fenômeno El Niño e pelas condições atmosféricas anômalas. Em apenas 6 dias, várias cidades receberam acumulados de chuva entre 500 e 700 mm, o que representa um terço da média histórica de precipitação para todo o ano no Estado.
Na Amazônia, o INPE registrou um aumento de 154% nos focos de incêndio nos primeiros quatro meses de 2024, totalizando 8.895 focos, em comparação com...
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