Os produtos químicos despejados por avião atingiram diretamente as casas, as plantações e os próprios moradores da comunidade Morcego, situada na Terra Indígena Serra da Moça, em Boa Vista (RR). Os habitantes, das etnias Macuxi e Wapichana, queixaram-se de dificuldade respiratória, tontura e ânsia de vômito, além de vermelhidão na pele, coceira, ardência nos olhos e dores de cabeça.
A pulverização aérea dos agrotóxicos aconteceu pelo menos cinco vezes, mesmo após os fazendeiros serem autuados pelo Ibama. O Instituto do Meio Ambiente proibiu a atividade ao constatar que a distância entre a propriedade rural e a área indígena era de apenas 300 metros, menor do que a distância prevista na legislação. Além de ameaçar a vida e a saúde dos moradores e destruir lavouras indígenas, o despejo dos produtos afetou a biodiversidade da região, ocasionando danos à vegetação nativa do Cerrado.
O MPF entrou com ação para que os dois fazendeiros e a empresa aérea prestadora do serviço paguem R$ 1,024...
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