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Repost mauro.oferreira Se a temporada teatral carioca de 2024 foi marcada por atuações antológicas de Othon Bastos (“Não me entrego, não”) e Debora Falabella (“Prima facie”), ambas devidamente premiadas e consagradas pelo público, arrisco dizer que a temporada carioca de 2025 já tem um campeão entre público e crítica. E José de Abreu, iluminado em “A baleia”, peça em cartaz no Teatro Adolfo Bloch. Não falo da caracterização (impactante) do ator para dar vida a Charlie, professor gay que amarga os últimos momentos de vida preso numa quase imobilidade física (e emocional) provocada pela obesidade mórbida. Falo da atuação mesmo, sofrida, emotiva, em ebulição. O texto de Samuel Hunter cruza dois temas antagônicos: sexo e religião. Mais especificamente, homossexualidade e a religião evangélica. Sob direção tão eficiente quanto tradicional de Luiz Arthur Nunes, o ator conduz o espetáculo em sucessão de cenas que abrem espaço para a exposição dos talentos de Alice Borges e Luiza Thiré. No pap...

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