A questão sempre é: Qual direção tomar?
Todavia, uma vez decidida a direção, ou feito a escolha, como é o seu caminhar através dela?
As escolhas óbvias são, frequentemente, a direção mais confortável do ponto de vista prático; e a opção que menos nos faz sentir alguma culpa.
Optar pela direção que traga mais segurança mental (ou social) é, historicamente, a pior das decisões.
Porque a nossa mente necessita que a impulsionemos diariamente através dos desafios sociais, emocionais e físicos, que a vida nos impinge. Sem os estímulos dos desafios, sempre permaneceremos “mais do mesmo”, iguais, ou piores, acredite.
Então, como ter coragem de romper tradições, laços indissolúveis ou hábitos centenários? Arriscando, indo além da compreensão racional; mas respeitando a tênue linha do abismo, sem desafiá-lo. Sem encará-lo.
Aprendi com Nietzsche, que quando olhamos longamente para o abismo, ele nos olha de volta para dentro de nós. Uma metáfora que nos mostra que não podemos retroalimentar nossos...