Certa vez, em um atendimento, uma cliente me disse algo muito marcante: “Eu gostaria de ter sido criada pela mãe do meu irmão, e olha que nós temos a mesma mãe.”
Essa frase, embora curta, carrega um peso imenso, concordam?
Primeiro, porque revela a profunda ausência da figura materna que essa mulher sentia e o quanto isso a feriu.
Segundo, porque expõe uma dinâmica muito comum entre irmãos: a comparação.
“Ah, mas ele recebe mais amor, ele é mais aceito, enquanto eu sou a criticada e rejeitada da família.”
Uma coisa é certa: cada pessoa percebe o amor dos pais de maneiras diferentes. Além disso, é possível que, em algum momento da infância, os pais tenham passado por circunstâncias que os fizeram estar mais disponíveis para um filho e menos para o outro — algo bastante comum.
Aceitar o que foi possível receber dos pais e seguir adiante, transformando isso em força, é um verdadeiro passo para a libertação. Experimente fazer isso, e se sentir que precisa de ajuda nesse processo, co...